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Resenha – The Girl From Everywhere : O Mapa do Tempo (Heidi Heilig)

Um navio que viaja no tempo e com uma parada especial nos mares do Havaí. Nix e a tripulação tem muita história para contar. Entenda mais do livro nesta resenha.

Ps: CONTÉM SPOILERS.

Nota: 🍭🍭🍭🍭

SINOPSE:

‘’Nix é uma viajante do tempo. Ela e seu pai, Slate, velejam a bordo do Temptation, um navio pirata repleto de tesouros. Ao longo do caminho eles encontram amigos, uma tripulação de refugiados do tempo e até mesmo um charmoso ladrão que pode significar muito mais para Nix. Tudo que Slate precisa é um mapa certo para viajar a qualquer tempo e lugar, real ou imaginário: seja para a China no século 19; terras vindas direto das Mil e Uma Noites ou até mesmo uma mítica versão da África. Apesar das inúmeras possibilidades, o pai de Nix está obcecado com um mapa específico: Honolulu, 1868 – o ano de nascimento de Nix e a última vez em que ele viu sua esposa viva. E, por uma chance de reencontrá-la mais uma vez, Slate está disposto a sacrificar tudo e a todos. Quando o desejado mapa aparece, Nix vê sua própria existência em perigo e agora deve descobrir o que quer, quem é, e aonde realmente pertence, antes que seu tempo acabe. Para sempre.’’

O grande tan dan da obra é a possibilidade da viagem no tempo por meio de mapas, e voltar para o passado. Nix, a personagem que narra a história, e os tripulantes do navio em que ela faz parte, o Temptation, perambulam por diversas partes do mundo em épocas variadas. Porém, nada do que o capitão faz é em vão. Ele viaja em função de achar um mapa muito especial, com uma data exata = Havaí na época da monarquia. Vale lembrar que o capitão, chamado de Slate, é um Navegador – o que torna possível a viagem no tempo — e pai de Nix. Ele quer voltar ao tempo em que sua esposa era viva, e salvá-la. Ponto. O problema é o que poderia acontecer com Nix… (desaparecer? Evaporar?)

Em uma visão geral, o livro é cheio de história e mitologia. O Havaí é o principal palco do desenrolar da trama, então a cultura desse local é mostrada pelos costumes, localizações e lendas – o mito dos Hu’akai Po, por exemplo. Ps: como citado acima, tudo acontece no passado.

Sendo sincera, devo admitir que fiquei confusa em algumas partes do livro – “que diabos tá acontecendo?”, mas mesmo com as confusões de plots, a leitura é gostosa por conta da mitologia e diálogos bem escritos.

PERSONAGENS

‘’Queria minha liberdade, embora isso significasse, provavelmente, nunca mais ver o resto da tripulação. Assim que eu soubesse Navegar, nada poderia me manter a bordo do Temptation.’’

Nix: eu considero Nix uma das personagens literárias mais inteligentes de todos os tempos, afinal, ela viajou para vários lugares e teve que estudar bastante sobre a cultura de cada povo antes de colocar o pé em cada terra desconhecida. Ela que guiava o grupo nessa questão. A achei decidida e dedicada.

Slate: achei o capitão um homem bem romântico e apaixonado, o que o fez vulnerável – ele fazia qualquer coisa pelo mapa perfeito do Havaí antigo. Para encontrar sua amada.

A relação de pai e filha entre Slate e Nix é tensa, mas há bastante amor e afeto escondido e não gritado. Gostei muito dos diálogos entre eles.

Os outros tripulantes do Temptation também são bem legais: Rotgut e Bee mesmo sendo secundários possuem características distintas e histórias bacanas. Assim como Kashmir.

Kashmir: é um personagem incrível!

O que fez Kashmir ganhar um grande espaço em meu coração foi o fato de ele ser inteligente, carismático e hilário. As frases mais engraçadas do livro são falas de Kashmir. Devo também deixar claro que Kashmir é um ladrão profissional; um ponto negativo sobre ele. Mas, a forma que Heidi Heilig o escreve e desenvolve, não tem como ficar com raiva. O relacionamento dele com Nix é muito próximo e amável. Os dois são melhores amigos.

Blake: é um personagem necessário para a história. Um grande artista. Ele e Nix eram atraídos um pelo o outro, mas nada tão extravagante —  o romance ficou em segundo plano nesse livro.

O QUE EU GOSTEI:

  • A escrita de Heidi Heilig é simples e boa.
  • O ambiente em que a história se desenrola.
  • Os personagens com características diferentes e legais.
  • Kashimir!
  • A mitologia.

O QUE NÃO GOSTEI:

  • Alguns acontecimentos que me deixaram confusa.

The Girl From Everywhere : O Mapa do Tempo é um bom livro, sendo ótimo para passar o tempo.

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